Contra mudança climática, as startups são a esperança que o mundo busca

O principal tema a ser debatido nesta última edição do Fórum Econômico Mundial (jan/21) não será a pandemia de covid-19, mas sim como salvar o planeta Terra.

Lideranças políticas, empreendedores, pesquisadores e ativistas discutirão estratégias para combater os efeitos das mudanças climáticas e para construir um planeta mais resiliente e saudável. Esse debate não surge agora, mas sua urgência nunca foi tão evidente. Afinal, especialistas têm se referido a 2021 como o ano de transição: temos exatamente uma década para cumprir as metas do Acordo de Paris e diminuir em 50% a emissão de gases poluentes da atmosfera terrestre.

Em um curto espaço de tempo, ou seja, pelos próximos 10 anos, precisaremos construir oportunidades de investimento sustentáveis em energia, transporte e uso da terra. Será preciso requalificar trabalhadores que atuam em cadeias de produção atuais e poluentes – como é o caso da petroleira. E também construir soluções que garantam a sustentabilidade da vida humana: a existência de nossa geração, sem comprometer o equilíbrio da terra e as chances de sobrevivência futura.

Estamos diante de uma verdadeira corrida por tempo, recursos e estratégias de mitigação. Eventos recentes, desde incêndios no pantanal, na Austrália, seguido pelo desmatamento da Amazônia, reforçam a urgência do tema. A própria epidemia de covid-19, vale lembrar, tem sido correlacionada à degradação ambiental.

Caso queiramos impedir novas crises e pandemias globais, é preciso garantir a proteção e o equilíbrio dos ecossistemas. A maioria das discussões sobre o futuro do planeta nos deixa desesperados e inseguros. Mas diante do desafio que está colocado é preciso trocar esses sentimentos de impotência pela esperança.

Trocando o desespero por esperança

Nesse cenário, a tecnologia terá um papel fundamental. Diversas greentechs, startups que utilizam tecnologia para contribuir com o meio ambiente, são nossa esperança.

Como a Plataforma Verde, que utiliza o blockchain, uma tecnologia que permite o registro, mapeamento e rastreamento de informações. A tecnologia desenvolvida pela startup tem sido aplicada para a gestão de toda a cadeia de resíduos sólidos —desde sua geração até o destino final.

Ou a SIntecsys, solução que monitora e detecta de maneira automática, possíveis focos de incêndios em florestas e plantações.

A BRFlor, por sua vez, pode ser aplicada para combater o desmatamento ilegal —que, segundo estimativas, é fonte de 80% da madeira produzida no Brasil. Com base em tecnologias como blockchain, internet das coisas (IoT) e inteligência artificial, ela permite registrar e rastrear a produção madeireira garantindo sua legalidade.

Há também startups atuando no mercado de energia renovável, como é o caso da Sunew, que criou painéis orgânicos para captar energia solar. Eles podem ser instalados em prédios, carros e até mesmo no transporte público, gerando uma energia limpa e que é abundante em um país como o Brasil.

Diante da urgência trazida pelas mudanças climáticas, o discurso não substituirá a ação. Seremos cobrados, como nação, por nossa efetiva capacidade de proteger o meio ambiente. Podemos e devemos contar com as soluções tecnológicas disponíveis para essa tarefa. É preciso agir, não há mais tempo a perder.

Fonte: Letícia Piccolotto/UOL