Como funciona a reciclagem de lâmpadas fluorescentes

As modernas e elegantes lâmpadas fluorescentes têm substituído cada vez mais os modelos antigos (lâmpadas incandescentes), ainda muito utilizados em residências.

Só no Brasil, aproximadamente 100 milhões de lâmpadas deste novo modelo são consumidas por ano. O que nem todo mundo sabe, é que elas possuem pequenas quantidades de mercúrio e chumbo em sua composição – o que pode gerar alguns estragos ambientais no descarte inapropriado.

De acordo com pesquisas realizadas, 94 milhões dessas lâmpadas acabam sendo descartadas em aterros sanitários todos os anos. Isso quer dizer que essas substâncias tóxicas acabam sendo liberadas e se decompõem, transformando-se no chorume, que mais tarde pode atingir os lençóis freáticos e prejudicar a natureza.

Ainda que mais econômicas e eficientes, era preciso pensar qual o melhor destino para lâmpadas que já tivessem sido usadas. Por conta disso, a empresa nacional Apliquim Brasil Recicle começou há mais de 30 anos um projeto de descontaminação de lâmpadas com direito à recuperação do mercúrio. Em outras palavras, reciclagem dos modelos fluorescentes e restauração da substância em seu estado líquido elementar.

O processo é separado em algumas etapas principais, e também pode ser aplicado para outros tipos de lâmpada. Primeiro, acontece a ruptura controlada dos materiais, passando por um equipamento especial e a separação da parte luminosa do soquete/terminal. Depois, os componentes são separados quimicamente e preparados para finalidades diferentes. Em seguida, ocorre a desmercurização térmica e destilação dos materiais para recuperar o mercúrio. Em seguida acontece a descontaminação final.

Em alguns países, como o EUA e a Alemanha, as lâmpadas fluorescentes já não podem mais ser descartadas junto aos outros lixos comuns. A expectativa é de que outras empresas do ramo ganhem força no Brasil nesses próximos anos, e contribuam para o descarte consciente e sustentável do material.

Fonte: Pensamento Verde