43% de desperdício é razoável?!

Em Santo André (SP), 43% da água tratada não chega ao consumidor final.

Para reduzir esse índice o SEMASA (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) afirma que vai destinar R$ 4,5 milhões do orçamento para a troca de 20 km de redes na cidade e a contratação de empresa terceirizada para fazer os reparos de vazamentos com maior agilidade, diminuindo em 30% o tempo desses reparos.

Além disso, a autarquia obteve financiamento, por meio da Caixa Econômica Federal (Programa Avançar Cidades) de R$ 15 milhões para realização de outras cinco obras que deverão melhorar o abastecimento na cidade. 

O SEMASA informou que outras ações realizadas no combate às perdas de água são a implementação de VRPs (Válvulas redutoras de pressão). Aos sete equipamentos do tipo em funcionamento deverão ser acrescidos outros 10 até 2020″

Um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, intitulado como “Desafios Para Disponibilidade Hídrica E Avanço Da Eficiência Do Saneamento Básico“, aponta que a crise hídrica enfrentada pelo estados do sudeste é um dos motivos que levou o desperdício de volta ao debate do poder público.

Planejamento, investimento e manutenção

Para a solução desse problema é preciso conjugar um esforço operacional com recursos tecnológicos que permitam localizar as perdas. E, depois é claro, fazer a manutenção preventiva.

Quanto ao investimento, existem parcerias público privadas (PPP) dispostas a financiar o projeto mediante contrato de performance.

Logicamente, existem entraves de ordem política, interesses particulares e o famoso “isso não é problema meu” da administração pública.

Enquanto isso o desperdício vai para conta do consumidor, uma vez que a tal água perdida foi comprada da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (SABESP) e, mais cedo ou mais tarde, terá de ser paga.

Fontes: SNIS e Destak//ABC